Criança não mastiga e dente-de-leite resiste


DENISE MOTA
DA REPORTAGEM LOCAL

Os dentes-de-leite de algumas crianças não estão caindo sozinhos. O problema, conhecido odontologicamente como “retenção prolongada”, vem aumentando nos consultórios de odontopediatria.
A segunda dentição começa a nascer por trás dos dentes-de-leite, que só cedem espaço para os permanentes à força: é preciso ir ao dentista para arrancá-los. A troca regular dos dentes começa, em média, aos 6 anos de idade.
Os dentistas apontam a falta de mastigação como uma das possíveis causas para a resistência dos dentes “moles” em cair.
“Alguns pacientes simplesmente esqueceram que a principal função dos dentes é a mastigação”, diz Maria Salete Nahas Pires Correa, 52, professora de odontopediatria da USP, que está fazendo uma pesquisa sobre o assunto.
Maria Salete diz que as crianças hoje comem poucos alimentos sólidos e “engolem a comida, sem mastigar”. “As mães precisam ter paciência e ensinar os filhos a comer. Elas têm uma vida tão atribulada que querem acelerar o tempo de mastigação dos alimentos”, afirma.
Segundo ela, o correto é que cada alimento seja mastigado pelo menos 20 vezes.
Banana e farinha láctea
Os dentes incisivos centrais inferiores do garoto Olavo Nogueira, 7, nasceram por trás dos de leite (que já deveriam ter caído) e tiveram que ser arrancados.
Na parte central superior, um dos incisivos do garoto só caiu depois de uma queda na escola. O outro ainda não amoleceu.
A artista plástica Maria Valéria Young Coutinho Nogueira, 37, mãe de Olavo diz que ele só começou a comer alimentos mais sólidos aos 11 meses de idade. A alimentação era basicamente de banana com farinha láctea e de alimentos picados ou desfiados. “Até hoje ele só come frutas em pedacinhos”, explica.
Também com 7 anos, Beatriz Salerno está tendo uma troca de dentes levemente melhor do que Olavo. Ela arrancou os dentes centrais inferiores, mas os superiores caíram sozinhos.
Segundo sua mãe, a psicóloga Maria Beatriz Genta Salerno, 32, a menina alimentou-se de papinhas, sopas e do leite materno até o primeiro ano de vida, quando passou a comer alimentos amassados com garfo, sob orientação do pediatra.
“Ela gosta de comida molinha mesmo e em pouca quantidade”, conta Maria Beatriz.
A psicóloga diz que a filha come alimentos duros como cenoura e carne apenas uma vez por mês. “Acho que na minha época minha mãe cortava uma carne mais dura. Se eu faço uma carne mais dura, ninguém come. Agora, a criançada só quer saber de filé mignon.”

Quando o dente de leite (decíduo) fica mole e não é removido, o sucessor permanente desvia o seu caminho e nasce por trás. Com isso a extração do dente retido prolongadamente é indicada com urgência.

Agende uma consulta com o odontopediatra e esclareça suas dúvidas!

 

 

Renata

<p>ODONTOPEDIATRA</p> <p>Graduação Faculdade de Odontologia do Planalto Central (FOPLAC) Brasília DF – 2010<br /> Especialização Odontopediatria na Faculdade São Leopoldo Mandic (SLM – Campinas)<br /> Pós Graduação: Curso de capacitação em Odontologia intrauterina e da Primeira infância – UNESP<br /> Curso de Odontologia na Primeira Infância-Clínica de bebês – USP São Paulo<br /> Aperfeiçoamento em Endodontia SLM SP<br /> Aperfeiçoamento em Ortodontia e Ortopedia na Clínica de Odontopediatria – SLM SP<br /> Curso Intensivo de Odontologia para Bebês – Universidade Estadual de Londrina UEL<br /> Aspectos Nutricionais no Atendimento Odontopediátrico – USP</p>

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